Peter Klasen

Sumário biográfico, artístico e estilístico-temático

Cristina Andrade

Peter Klasen, Lübeck (1935)

Pintor, fotógrafo e escultor

Em 1955, em Berlim, inicia-se na litografia e no uso do aerógrafo, num ambiente em que predominavam professores formados no Bauhaus e no Expressionismo alemão.

Em 1962, em Paris, é um dos fundadores do movimento autodenominado de “Nouvelle Figuration” (*) também chamado de “Figuration Narrative”, do qual faz parte, entre outros, Erró. Em 1966 realiza a sua primeira exposição individual naquela cidade. Em 1985 fixa-se em Vincenes, numa fábrica desativada que transforma em estúdio e habitação.

No início dos anos 60, dos seus trabalhos a aerógrafo usando tinta celulósica sobre tela com colagens de diversos materiais, evolui para figurações a que chamou “tableaux binaires”. A partir de 1974 começa a trabalhar em temas ligados ao conceito do encarceramento e ao Holocausto. Em telas de grandes dimensões, representa as caixas de carga de camiões, correntes, grelhas, vagões, com uma sinalética de números associados a códigos e de avisos de perigo. Nos anos 80 reproduz em telas os grafitis que recobriam o Muro de Berlim. Em 1990, inspirado no filme de Samuel Fuller - “Shock Corridor” (1963) - Klasen constrói uma instalação a que deu o nome de “ShocK Corridor/Dead End”, explorando universos de clausura física e psiquiátrica. Em 1997, usa técnicas de impressão numérica, em colagens grandes dimensões às quais sobrepõem formas e objectos em néon. Em 2009, destaca-se a sua interpretação da “máquina da morte” descrita por Kafka no seu livro In der Strafkolonie (“Na Colónia Penal” - 1919) acentuando a tensão negativa homem/máquina literariamente tratada na obra de referência.

(*)“Nouvelle Figuration”, movimento artístico de transição da “abstracção hegemónica “ dos anos 50, para uma « figuração narrativa ».

A Enciclopédia “Larousse” define este movimento na seguinte forma:

Contrairement au mouvement Cobra, ou au Nouveau Réalisme, la Nouvelle Figuration n'a jamais été un mouvement cohérent, mais correspond seulement à une certaine vision contemporaine de l'homme. En Europe, comme aux États-Unis, elle fait suite vers 1960 à la peinture informelle et gestuelle, dont elle tire certains de ses principes d'écriture picturale libre. Picasso, avec ses déformations systématiques, Soutine, Rouault, les expressionnistes allemands, plus récemment Fautrier et Dubuffet en sont les précurseurs. La Nouvelle Figuration s'adresse à certains thèmes précis, l'homme et sa vie onirique, réalité qui s'insère dans un traitement spontané de la couleur, de la matière et à l'exclusion de toute ressemblance littérale.

Para mais informação, sugestão de consulta : Sully

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