Cinco Séculos sobre a morte de Rafael

Rafael Sanzio (1484-1520) nasceu em Urbino numa Quinta Feira Santa. Em Roma, no dia do seu 37º aniversário, morreu subitamente no decurso das celebrações que constam marcadas  por excessos vários na companhia da “La Fornarina”, sua musa e amante. A cidade chocada por tão inesperado e inglório desfecho duma vida desde muito cedo glorificada, prestou-lhe grandioso funeral no Vaticano e solene enterro no Panteon.  Rafael escapou à sorte de muitos vultos: a da homenagem póstuma…

Neste centenário não há quaisquer propósitos de consagração póstuma. A posteridade de Rafael reside na sua obra e no seu contributo ímpar para o Renascimento.
Por razões que dispensam justificação é na Itália (Urbino, Milão e Roma ) que se preparam as maiores exposições dedicadas a Rafael em 2020.  A sua universalidade e multidisciplinaridade, porém, motivam instituições Inglesas, Espanholas, Francesas e Alemãs para outras exposições com diversos formatos e enfoques.

Palácio do Quirinal
5 de Março a 14 de Junho

Em colaboração com a “Galleria degli Uffizi”, o “Pallazo Pitti”, a “Gallerie Nazionale d’Arte Antica” (sediada no “Pallazo Barberini” e no “Pallazo Corsini”) , o Quirinal exibe, entre outras, as seguintes obras de Rafael:
- Auto Retrato (1504-1506);
- Retratos de “Agnolo e Maddalena Doni“ (1504-1507);
- A “Madonna del Cardellino” (c. 1506 c.);
- A “Madonna della Seggiola” (c.1506);
- A “Madonna la Velata” (1515);
- A “Madonna del Granduca” (c.1505);
- A “Madonna del Baldacchino” (1506).
- Retrato de “La Fornarina” (1518-1519).
As participações do “Prado”, do “Louvre”, e da “National Gallery” ainda não foram divulgadas. Contudo, até ao presente está assegurada a exibição de cerca de 50 pinturas de Rafael no Quirinal.

Louvre
6 de Maio a 17 de Agosto

Apesar de possuir uma notável colecção de peças de Rafael crê-se que a sua adesão ao programa comemorativo se resume a cedências e a uma referência meramente circunstancial no âmbito da exposição “Corps et Âme” em parceria com o “Musei Castell Sforzesco”.

National Gallery
3 de Outubro a 24 de Janeiro de 2021

Exibirá obras vindas por empréstimos do Prado, Louvre, Museus do Vaticano, Galleria degli Uffizi, National Gallery of Art (Washington) e do Museu de Belas Artes de Budapeste (Szépművészeti Múzeum).
Destaques para a “Madonna Esterházy” (1508), o “Retrato do Papa Júlio II” (1508) , e a “Madonna dei Garofani” (1506-1507). Estas peças serão o tema central para uma leitura da obra rafaelita não só de pintura mas também de desenho, arquitectura, arqueologia e poesia.

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