Luís Noronha da Costa (1942-2020)

Um Poeta da Imagem

“A poesia é a pintura dos ouvidos, assim como a pintura é a poesia dos olhos”
Lope de Vega (1562-1635).

Nesta síntese definiu o que na sua época já era patente em ambas as modalidades da expressão artística, a poesia e a pintura. Síntese que nunca terá sido esquecida e por essa mesma razão inspira, motiva e mobiliza a criação escrita e pintada como zénite da Arte.

Partiu Luís Noronha da Costa o arquitecto, o cineasta, o artista plástico. Porém, a sua obra pictórica fica nas nossas galerias, museus e colecções, como memórias, objectos de contemplação e de estudo.

Abstemo-nos de aqui desenvolver uma “tese” sobre as suas pinturas, sobre os temas e as técnicas que dominou com invulgar desenvoltura e inventiva. Seria mais uma. Não passaria, por certo, dum gesto pleonástico num momento que embora não sendo de reverência, é sobretudo de expectativa sobre o que doravante será dito e escrito em presença da sua obra e duma inexorável constatação: é irrepetível!

Tivemos o privilégio de contribuir, modestamente, para divulgar obras de Noronha da Costa que nos foram confiadas e que hoje, guarnecendo muitas colecções em Portugal e no estrangeiro, são objecto de orgulho e prazer dos seus actuais proprietários. Persistiremos na grata missão de mostrar o seu talento.

Luís Noronha da Costa (1942-2020)


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